A criação deste Blogue, ideia de António Melo, tem como objectivo divulgar, defender o Sport Lisboa e Benfica e a sua Gloriosa história. Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor, Alberto Miguéns.

SEMANADA: ÚLTIMOS 7 ARTIGOS

04/07/2012

O Prometido é Devido

04/07/2012 + 6 Comentários API
RESPOSTA


O EDB recebeu o seguinte comentário:
               
 
angolanovermelho2 de Julho de 2012 21:09
Caro Alberto Miguéns:
Voltando à questão do post do dia 1 de Julho sobre os campeonatos ganhos pelas modalidades, aproveito para lhe solicitar, sendo possível, o favor de aqui esclarecer o número de campeonatos de hóquei patins conquistados pelo Benfica.
Já li um post seu sobre a modalidade e refere 22, na Benficatv já ouvi por mais do que uma vez, 21.
O meu muito obrigado.
Saudações Benfiquistas



Plantel de 1963. Da esquerda para a direita. Em cima - Torcato Ferreira (treinador), Mário Lopes (capitão), Nogueira, Urgeiro, Anselmo, Albino e Alberto Flores (seccionista); Em baixo - Livramento, Carlos Alberto, José Pereira e Vítor Sousa.
Estes nossos gloriosos hoquistas em patins, orientados pelo incontornável treinador Torcato Ferreira, conseguiram, só na fase final do campeonato de 1962/63, 27 pontos em dez jornadas, sete vitórias e três empates, ou seja invictos, com 38 golos marcados e 13 sofridos, conquistando o título, recebendo o troféu com o nome "Taça de Portugal". Não sei quantos anos depois... já não foi um campeonato mas uma Taça de Portugal jogada a pontuar, em 10 jornadas, a duas voltas. Ou seja, já não são campeões nacionais mas "apenas" vencedores de uma Taça de Portugal! Infelizmente, já não está nenhum entre nós! Mas, eu como Benfiquista e conhecedor da sua grandeza, enquanto equipa e jogadores/ treinadores, peço-lhes desculpa, afirmando: Eles - os que chamam Taça de Portugal à competição de 1962/63 - não sabem mais... Campeões Nacionais!


Explicação (sumária) do “assunto” 
O número de campeonatos atribuídos ao Benfica, varia entre quem consulta a wikipédia e quem acompanha (ou estuda) a modalidade em Portugal desde que se começou a jogar em 1914, pelos Desportos de Benfica e Desportos Recreativos da Amadora, os primeiros clubes a praticar hóquei em patins em Portugal. Porque a Federação Portuguesa de Patinagem em relação ao assunto responde (ou pelo menos tem respondido.. nim!)

Versão andróide
A Wikipédia, com a “secção” de desporto há muito dominada (até neste aspecto mostram a “organização”) pelos andróides decidiu retirar um título de campeão nacional ao “Glorioso, em 1962/63, remetendo-o para a Taça de Portugal, competição muito mais recente (iniciada em 1975/76) que o campeonato (iniciado em 1938/39). Isto para que o FC Porto com a perspectiva de vencer alguns – e conseguiram dez consecutivos – aproximar-se e ultrapassar o Benfica. Os dez consecutivos permitiram, segundo as contas aldrabadas andróides ficar em 20/20. Note-se que quando o SLB conquistou o último (agora penúltimo) em 1997/98 as contas, segundo eles, estavam em 20/8! O facto de passarem o título para o lado da Taça não era problemático porque como esta competição se iniciou já num período em que o FC Porto conquistava com regularidade títulos permitia maior aproximação, por exemplo, para eles, está 13/13 e em 2008/09 estava, mais uma vez segundo eles, em 12/13.

Versão correcta (para mim e não só…)
A explicação, por necessitar de comentários extensos, ou pelo menos adequados, fica para um próximo texto no EDB, que está ultimado, com tudo o que se passou antes e depois de 1962/63. Para se perceber o que ocorreu.
 

Os “silêncios comprometedores” tornam “algo simples em problema complexo”
A FPP ao invés de tomar posição, prefere não se pronunciar e, apesar de não ser admissível, percebe-se. É que está, ficou desde 1962/63 e 1963/64 numa posição difícil, por ter criado durante dois anos uma aberração competitiva. Por um lado, tem dois campeonatos cujo troféu se denominou Taça de Portugal. Por outro, duas Taças de Portugal disputadas sob a forma de campeonato. Se considerar, 1962/63 e 1963/64 como Taças de Portugal, mesmo disputadas com um modelo de campeonato a pontuar, a duas voltas, comete a proeza de interromper durante duas épocas a disputa, 24 anos depois, de um dos campeonatos nacionais mais antigos de Portugal (iniciado em 1938/39). O que não é admissível numa modalidade cuja selecção era campeão Europeia e Mundial, não ter clubes campeões nacionais! Ridículo! E só teve dois anos “Taça de Portugal” (não tendo campeonato) para interromper a Taça de Portugal onze temporadas, entre 1964/65 e 1974/75, voltando a ter apenas campeonato nesse período de onze temporadas, pois apenas em 1975/76 passou a haver duas competições nacionais em Portugal. Uma trapalhada. Que um dia terá de ser assumida. E será para considerar 1962/63 e 1963/64 como campeonatos cujo troféu de denominou Taça de Portugal. É reduzir o ridículo ao mínimo. Porque considerar Taça de Portugal uma competição disputada a pontuar, a duas voltas, ou seja sem finalista vencido (porque vencedor há sempre) e sem equipas eliminadas nas meias-finais, quartos-de-final, etc. Não será só ridículo. Será um absurdo vergonhoso!

O que se passou em 1962/63 e (já agora também em) 1963/64
O que posso, dizer desde já, é que no início da temporada de 1962/63 os dirigentes da federação (em conluio com outros de alguns clubes) decidiram (os motivos ficam para explicar depois) criar uma inovação. Após 24 edições do campeonato de hóquei em patins, a competição continuava a disputar-se como até aí, ou seja, com o título a ser atribuído numa fase final, a pontuar (3 pontos por vitória, 2 por empate, um por derrota e zero por falta de comparência), a duas voltas, com os emblemas apurados para essa fase final através dos campeonatos distritais norte (3 representantes), sul (três representantes), o representante das Ilhas (Açores/Madeira) e o representante do Ultramar (Moçambique/ Angola). Mas… o troféu do campeonato nacional, que é uma taça, passaria a denominar-se… “Taça de Portugal”. Estava criado uma aberração. O 25.º campeonato nacional de hóquei em patins consagraria o campeão nacional com um troféu a que se deu o nome de “Taça de Portugal”. Esta prova híbrida – competição organizada sob a forma de campeonato para disputar um troféu chamado “Taça de Portugal” – só “aguentou” duas temporadas: em 1962/63 (com o Benfica a chegar ao final das 10 jornadas empatado em pontos (27) com a AD Oeiras, realizando-se uma finalíssima (o regulamento não contemplava desempates pontuais) com a vitória, por 6-2, do “Glorioso”; e em 1963/64 com a conquista do título pelo campeão de Moçambique e representante ultramarino, CD Malhangalene, com 23 pontos (mais 3 que os 20 do Benfica) em 14 jornadas. Nas temporadas seguintes (1964/65 e 1965/66) manteve-se a estrutura de apuramentos e pontuação, mas o troféu deixou de se chamar “Taça de Portugal”. Em 1966/67 a estrutura das competições mudou até… 1973/74 com a criação do Campeonato Metropolitano que apurava o campeão de Portugal, para num regime de rotação do local da fase final defrontar o campeão de Angola e Moçambique cujo vencedor desse campeonato a pontuar, a uma volta, apurava o campeão nacional. E a Taça de Portugal? Bem, esta só teve a primeira edição em… 1975/76. Pois é!

Eis os resultados das eliminatórias (que não existem) da tal “Taça de Portugal”
Antes de deixar a matriz dos resultados, em duas voltas, dos seis clubes participantes, quando se fosse uma “Taça” haveria eliminatórias (por exemplo, 16-avos-de-final, oitavos-de-final, quartos-de-final, meias-finais e final), importa (ainda que deixe para mais tarde, para a tal “grande explicação” por poder ser exaustivo) aclarar o porquê do regulamento contemplar nove clubes na fase final (16 jornadas): 3 representantes da zona norte, 4 representantes da zona sul, 1 representante das Ilhas (Açores/Madeira) e 1 representante do Ultramar (Moçambique/ Angola), mas o campeonato apenas foi disputado por seis clubes (10 jornadas). O do Ultramar não foi possível apurar (quando o campeão nacional na época anterior – 1961/62 – até foi um clube moçambicano, o Clube Ferroviário de Lourenço Marques). Porque dos três representantes da zona norte, apenas a AD Sanjoanense aceitou as regras da Federação. Os outros dois representantes, o Clube Infante de Sagres e o Académico FC (Porto) decidiram, em vésperas da primeira jornada, não participar. Porquê? Fica para depois… Mas é uma razão “deliciosa”!

“Taça de Portugal”
1962/63

SL Benfica
AD Oeiras
Sporting CP
GD CUF
Barr.
AD Sanjoan.
CS Marítimo
SLB

2-2
2-1
3-1
4-1
5-0
ADO
2-2

0-0
4-0
3-2
5-2
SCP
3-3
0-1

3-1
5-3
5-0
CUF
2-6
3-4
4-4

5-2
7-3
ADS
1-2
3-4
0-4
2-5

3-2
CSM
0-9
2-3
0-7
1-4
3-4


NOTA: Não sei se os resultados da matriz de resultados (construída por mim) coincidem com os da tabela classificativa, pois há sempre (ainda hoje é assim, falta de rigor na imprensa) diferenças entre vários jornais. Os do Benfica estão porque confirmei, os outros estarão ou não! Mas o importante é perceber, que foi um campeonato, daí uma digitalização de um jornal da época, que serve como prova!




O prometido é devido
Ao longo deste ano falou-se de muitos assuntos no EDB, mas nem sempre foi possível (por manifesta falta de tempo) desenvolve-los. Mas não foi, nem ficaram, esquecidos… A relação de assuntos prometidos em 2012 e a desenvolver no EDB, até à última semana de Julho, são:
1.                 Verdades Inconvenientes (4.ª de 5 partes);
2.                Verdades Inconvenientes (5.ª de 5 partes);
3.                Verdades Inconvenientes (conclusão);
4.                Quantos campeonatos de hóquei em patins já se realizaram em Portugal?
5.                A importância da Bolsa de Londres para sustentar o futebol europeu;
6.                Os jogos, na última década, entre Benfica e FC Porto nas modalidades;
7.                A confusão, generalizada, em várias modalidades quanto aos campeonatos nacionais;

Eh, pá! Não pensava que tinha feito tanta promessa. Vou ter que dar muito “ao pedal” até ao final de Julho.

O que nós queremos é a verdade. Não nos comam as “papas na cabeça”…

Alberto Miguéns

NOTA: Depois desta "conversa toda" (eu avisei que não é fácil explicar o "assunto", e não ficou tudo explicado, haverá mais para mostrar o ridículo) esqueci-me do essencial. Quantos títulos de campeão nacional...temos?
22

6 comentários
comentários
  1. És grande!!!
    Em defesa do Benfica!

    ResponderEliminar
  2. Elucidativo como sempre, mais um post EM DEFESA DO BENFICA!

    ResponderEliminar
  3. Anónimo4/7/12 17:45

    Sempre na defesa da verdade embora custe a muita gente especialmente a Diretores de alguns pasquins que andam por ai a fazer um autentico proxenetismo jornalistico.
    Força aos responsáveis do Blog e sempre pela verdade e em dfesa do GLORIOSO
    Benfica até morrer um abraço de Lampiãovis

    ResponderEliminar
  4. Anónimo4/7/12 22:06

    isto eh serviço publico meus caros consórcios, serviço publico! muito mas mesmo muito obrigado

    ResponderEliminar
  5. angolanovermelho4/7/12 23:00

    Caro Alberto Miguéns:
    O meu muito obrigado.
    Perfeitamente elucidativo.
    Saudações Benfiquistas

    ResponderEliminar
  6. Estamos cheios de INTRUSOS/INFILTRADOS no interior do SLB! VIGAROS... ALDRABÕES

    O que vale é termos o Grande Alberto Miguéns para esclarecer as dúvidas, ou simplesmente dizer toda a verdade!
    Um bem-haja! Abraço Glorioso

    ResponderEliminar

Em Defesa do Benfica no seu E-mail