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10/05/2012

Um Bufo, o Bufas e Dois Bufarinheiros

10/05/2012 + 20 Comentários
OPINIÃO
Imagem extraída do blogue "Master Groove"

O que é que estas quatro alminhas estariam a tramar no Gambrinus? É que sendo quem são, encontrá-los juntos, só se for para andarem a conspirar contra alguém ou algum clube.

NOTA PRÉVIA: Fernando Seara come e confraterniza com quem quer, o que quiser e onde quiser. Era o que mais faltava, em pleno século XXI, ter de dar satisfações da sua vida privada. Mas... ao querer ser figura pública conotada com o Benfica, e mais do que isso, pretensamente, estar em programas televisivos e na Imprensa escrita, supostamente, a "defender" o Benfica não basta "Ser Benfiquista" tem de parece-lo, também. E não foi isso o que ele fez! 

Agora entendemos porque é tão palerma a falar do Benfica! Será que recebe instruções dos companheiros do "comes e bebes"? Será que pactua com anti-Benfiquistas? Será que estabelece compromissos? Será que faz acordos? Será que troca favores? Será que define ou lhe definem estratégias? Será que combina estratagemas? Será que...? Será que...?


Não basta intitular-se e fazer passar-se por " Benfiquista" tem de parece-lo, também. E não é isso que ele faz!

Tudo Bons Rapazes

Um autarca português? Está tudo dito. A corrupção, de duas patas, em potência, se bem que este esteja protegido da Imprensa pelo lado conjugal. Espertalhão. Este Seara! O típico personagem de Eça de Queirós: DÂMASO SALCEDE ( de Os Maias)


 
Repare-se no nome: Dâmaso Cândido de Salcede. E, logo de seguida, no cartão de visita: por baixo do nome, "as suas honras" - COMENDADOR DE CRISTO, ao fundo a sua "adresse", corrigida para dar lugar a "esta outra mais aparatosa - GRAND HÔTEL, BOULEVARD DES CAPUCINES, CHAMBRE Nº 103".

Depois de uma apresentação como esta, nada a fazer. Dâmaso Salcede está condenado a ser o que é; lisboeta novo-rico, janota e pedante, filho de agiota, o velho Silva, e sobrinho de "Mr. De Guimaran", ele é, para mais, fisicamente caricato: um "moço gordo e bochechudo", de face quase sempre corada e ostentando essa coxa roliça que a palavra perversa e arguta de Eça constantemente põe à vista do leitor. 

Mas se Dâmaso é o que é, deve-o ao modelo a que se atrela; a figura de Carlos da Maia é, para ele, obsessiva. A religiosa adoração por Carlos, a quem imita e segue para todo o lado "como um rafeiro", torna-o grotesco; e a imbecilidade das suas opiniões e "toilletes", a inconveniência das suas maneiras e da sua linguagem, tudo acaba por fixar-se num tique expressivo que é, ao mesmo tempo, uma imagem de marca: "chique a valer". 

Com as mulheres, nem se fala. Capaz de provocar paixões avassaladoras - tenha-se em vista aquela actriz do Príncipe Real, "montanha de carne" que, em desespero e por causa dele, procura a morte, tragando uma caixa de fósforos -, este homem fatal tudo faz para merecer o cognome de que certamente se orgulha. Dâmaso é, em suma, "o D. João V dos prostíbulos".

Por fim, Dâmaso Salcede acaba como convém: casado, traído, mas igualmente feliz e cheio de si. Ninguém como João da Ega para tudo sintetizar, em conversa com Carlos da Maia: "Coitado, coitadinho, coitadíssimo... Mas como vês, imensamente ditoso, até tem engordado com a perfídia!".  

Um ministro português? Está tudo dito. Este menino é do grosso. Arreda, arreda. Vem aí o Relvas todo emproado. Belicoso, papá, deixa lá! Quando o actual governo fizer “Boooommm” ele já era. E depois lá vai ele, para o ninho que anda a preparar. O típico personagem de Eça de Queirós: O CONSELHEIRO ACÁCIO ( de O Primo Basílio)  



O Conselheiro Acácio é a caricatura do "formalismo oficial", "nunca usava palavras triviais" e "sempre que dizia 'El-Rei' erguia-se um pouco na cadeira". Porque o Conselheiro Acácio é também um patriota atento e venerador; por isso mesmo, "dizia sempre 'o nosso Garrett, o nosso Herculano'".

E contudo, este antigo director-geral do Ministério do Reino tem culpas mal escondidas no seu cartório privado; como se não bastasse que os seus sisudos livros ficassem por vender, Acácio cultivava singulares leituras de cabeceira : as poesias obscenas de Bocage, compartilhadas, no retiro austero da Rua do Ferregial, com a criada com quem vivia amancebado.

É alguma coisa disto que D. Felicidade, beata e pateta, vem a saber. O desgosto é grande, naturalmente porque D. Felicidade nutria pelo conselheiro uma antiga paixão e também uma fixação: "Havia sobretudo nele uma beleza, cuja contemplação demorada a estonteava como um vinho forte: era a calva."
 
Para o imaginário queirosiano ele veio a transformar-se numa das personagens que de certa forma passaram para o mundo real. Pensando decerto neste burocrata para quem as "curiosidades" do Alentejo eram "de primeira ordem", Eça de Queirós referiu-se várias vezes à mentalidade conselheiral, quando quis aludir à oca solenidade que lembrava esta sua personagem. Longe estava Eça de saber que a língua portuguesa havia de cunhar o adjectivo "acaciano", precisamente derivado do nome da criatura que por ele nos foi legada.

Um empresário português? Está tudo dito. Dívidas, contabilidades, construtivismo, enriquecimento e charutadas. Depois de D. Afonso Henriques que conquistou Lisboa, vindo de Guimarães, eis que anda por Lisboa este d' Oliveira, peralvilho encartado e mui desenrascado. O típico personagem de Eça de Queirós: CONDE D'ABRANHOS ( de O Conde de Abranhos)


Alípio Severo Abranhos é conde e motivo de uma biografia caricata e caricatural.

Em si mesmo, Abranhos satiriza o político do constitucionalismo, a sua  mediocridade e o postiço  que o atormenta; doutro ponto de vista, ele é sobretudo  a falsificação do talento e da habilidade política. Em síntese, a ironia de Eça no seu máximo fulgor.

Se há figura que, na galeria das personagens queirosianas, ilustra  a ambição política que não olha a meios para atingir os fins, essa figura é o conde d'Abranhos. Finalmente ministro da Marinha, o conde ocupava-se "sobretudo de ideias gerais"

A questão - vexatória "só para os espíritos subalternos" - estava em que  o ministro situava Moçambique na costa ocidental da África. Quando interpelado por uma oposição zelosa de minúcias, o conde dá uma resposta que o biógrafo classifica de "genial": "- Que fique na costa ocidental ou na costa oriental, nada tira a que seja verdadeira a doutrina que estabeleço. Os regulamentos não mudam com as latitudes!"   

Um futeboleiro português? Está tudo dito. Uma vida septuagenária feita de corrupção, lodaçal, tráfico de influências, diatribices, traições e mentiras. Entre o gala.pito e Pinto. Pela frente, entre e da Costa. Vaidoso e arrivista, o típico engana tolos, ou seja, especialista em atrair… necessitados, ou seja, políticos portugueses – autarcas e ministros – para a sua beira. Estou quase a abrir as garrafas do espumante douriense. Faço questão. O típico personagem de Eça de Queirós: TEODORICO RAPOSO ( de A Relíquia)


Astuto e atrevido, o "Raposão" maduro que fala ao leitor, deixa para trás uma odisseia de aventuras amorosas e de vistosas devoções. 

Teodorico é o herdeiro potencial da "horrenda senhora", sua tia, D. Patrocínio das Neves que, com o seu "carão lívido", o acolhe em sua casa, depois da morte do pai Raposo. Começa então a disputa pelos dinheiros e pelas propriedades da Titi, contra um rival de respeito: o próprio Jesus Cristo. 

O estratagema que há-de desbancar o rival diz muito de uma mentalidade que o Eça anticlerical trata de caricaturar. Teodorico empreende uma viagem à Terra Santa; de lá virá a relíquia que deveria converter a tia às virtudes do sobrinho. Só que Deus não dorme e a coroa de espinhos que o sábio Topsius cauciona é misteriosamente trocada pela camisa da "namoradinha de ocasião" Mary, rescendendo ainda aos delírios amorosos do "portuguesinho valente". Expulso do seio da Titi, Teodorico não perde tudo e herda um óculo: "- Para ver o resto de longe! - considerou filosoficamente Justino".
 
Em constante equilíbrio entre beatice e devassidão, Teodorico vai mais longe do que parece. Perpassa, no seu atribulado trajecto de aventuras e desventuras, uma reflexão sobre a hipocrisia e a duplicidade humanas.

Estes quatro juntos?! Chamem a Judite…

Alberto Miguéns

NOTA: E o Pedro Proença. Não estava na jantarada!? Tontos! Estava! Só que não o viram. Tinha ido à casa de banho, melhor ao WC, compor os “dentes”



Imagens extraídas do blogue "Blog do Manuel"
20 comentários
comentários
  1. Fui roubado!
    Grande post caro Miguéis.

    Abraço.

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    1. Caro Manuel Oliveira

      Roubado?

      Força Manuel Oliveira

      Obrigado

      Saudações Benfiquistas

      Alberto Miguéns

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    2. E não é que o Eça já os tinha topado?...

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  2. Grande Alberto, é por seres genuianamente benfiquista que o sistema não te grama, é por estares semore presente que fazes inveja aos pedros guerras desta vida...continua
    p.s. - diz-me alberto, onde estava o seboso do guerra no tempo do azevedo, provavelmente em jantaradas com o careca pusilâmine...

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  3. maravilhoso: o que o senhor fez caracterizando estas figuras (faltou uma sobre o um certo presidente duma certa Gloriosa Instituição) eles nunca poderão compreender a nobreza porque o mundo deles é isso, finalmente muito pobre, tristes na perseguição daquilo que, segundo eles, lhes permitirà serem amados e idolatrados. por vezes até tenho pena deles e do grande vazio que devem ser as suas vidas como mosquitos girando acerca duma lampada acesa...O desporto e as emoções que ele pode trazer à pessoas simples quando bonito e imaculado de jogadas sujas de bastidores eles são simplesmente incapazes de compreendê-lo, buscando glorias individuais e vaidades sociais, e é por isso que eles não têm dificuldades em destruir e fazer um lamaçal do que é uma beleza gratuita ilustrativa do génio humano: o jogo! Obrigado Alberto Miguens, Viva o Benfica!

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  4. BENFIQUISTA DO CORAÇÃO10/5/12 09:08

    PERFEITO
    GRANDE BENFIQUISTA

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  5. o tudo por tudo pelos dirreitos televisivos querem mudar a direcao do slb

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  6. Caro Alberto,
    Eça faleceu em 1900, ou seja, antes de o Benfica e o Sporting terem sido fundados. Se tivesse nascido (e morrido) 50 anos mais tarde por que clube é que acha que ele torceria?

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    1. Caro Leitor

      Conhecendo o pensamento, ideias e ideais de Eça tenho ideia de qual clube ele escolheria... se tivesse que escolher, num tempo em que os clubes eram posteriores às pessoas.

      Não seria do FC Porto, porque Eça abominava a vigarice, dissimulação, corrupção e fingimento.

      Não seria do Sporting CP, porque Eça abominava a subserviência, peraltismo, mentira e labreguice.

      Beeeenfiiiicaaaa

      Só podia ser

      Saudações Benfiquistas

      Alberto Miguéns

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  7. Obviamente estava a brincar caro Miguéis. O que é meu, é nosso!

    Abraço.

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    1. Caro Manuel Oliveira

      Nem mais

      Abraço

      Alberto Miguéns

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  8. genial.
    como é que é possivel benfiquistas com a inteligencia e sagacidade que o senhor tem nao estarem a servir o nosso querido clube ?
    o futuro tem de ser feito de pessoas como o senhor,o tó melo e tantos outros que amam genuinamente o nosso clube.
    força companheiro alberto,nunca desista !

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  9. Muito bom, muito bom mesmo. A melhor caricatura da realidade desportiva portuguesa tendo Eça como inspiração.
    Como ele nos topava! E ainda nos topa!

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  10. O careca do Seara já regressou para achincalar um socio como foi o caso do Arrais - não há vergonha nenhuma os lobbis tem muita força dentro do Benfica

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    1. Portas e Travessas.sa

      Infelizmente não sei do que se trata. Não vi nem ouvi esse Fernando Vácuo Seara. Por ser oco está na TVI24, BTV, ABolaTV, etc. Qualquer dia tem programas bi-diários nos outros canais.

      Um choné.

      Gloriosas Saudações Benfiquistas

      Alberto Miguéns

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  11. Anónimo2/1/15 15:11

    Lamento, de todo ,o Seara fazer parte da Benfica Tv - ele ,que brincou com o senhor Jorge Arrais um homem que se dedicou ao SLB.

    Já o manifestei ao Manel da MUSICA - vergonha

    Tico

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